quarta-feira, 30 de março de 2016

BLACKNIGHT SUBMARINO








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Olhem estes valores... 
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Sério gente não dá pra perder essa.

Avisos IMPORTANTES...

Dar-se início hoje uma nova fase do Blog Overdose de Livros, depois de umas semanas lendo e-mails e escolhendo novos autores, decidi escolher pessoas que eu considerei que poderiam gostar de serem autoras de verdade, pessoas que tivessem algo de diferente...
 Hoje Guilherme entrou oficialmente para o grupo da Overdose e espero que fique para sempre, seguindo nessa linha de incentivar e fazer com que nosso Brasil tenha mais leitores, os livros não podem mudar o mundo nos sabemos, mas os livros mudam as pessoas e ela sim podem mudar o mundo.
 Queremos um mundo melhor, queremos mais leitores, queremos mais pessoas com conteúdo e é por este motivos que estamos aqui.
 Obrigada a todos que seguem o blog e quem não segue, comece  a seguir e entre nessa jornada conosco.


  • Escolhi hoje como a entrada oficial do Gui pelo motivo, de domingo o blog estar completando seus 2 meses e teremos mais do que apenas nosso caçula Gui de  surpresa...
  • TERÁ SORTEIOOOOOOO, SIIM... Mais informações dia 07/04.
  • Há mais um autor por chegar, nos próximos dias vocês irão ver...
Obrigada por tudo amores, beijos de luz...



terça-feira, 29 de março de 2016

EXTRAORDINÁRIO - R.J.Palacio


   August, um garoto de dez anos diferente dos que se vê no dia-a-dia. Ele nasceu com uma deformação no rosto. Com isso nunca foi a escola e nem teve amigos. Suas aulas eram em casa com sua ,Mãe.
    Até que um dia seus pais resolvem matrícula-lo na Beecher Prep uma escola que ficava a quatro quarteirões de sua casa.
   Depois da primeiras aulas sua vida mudou. Nessas aulas August sofre muito preconceito e aventuras.
   Em uma dessas aventuras, ele começa suas primeiras amizades, uma coisa extraordinária em sua vida.








Texto escrito por Guilherme Da Silva
Deixem seu comentário e digam o que acharam.
Sigam o mais novo autor do blog
 Instagram: @Gui_liivros

sábado, 26 de março de 2016

As coisas vão mudar...

Olá meus loves, tudo bem com vocês?
Bom, eu sei que andei meio sumida, mas estou realmente fazendo muita coisa e depois desses dias, de e-mails e tudo mais que eu pedi que me mandassem, bom recebi e-mails, mas não encontrei o que realmente procurava neles, e decidi escolher a dedo duas pessoas, que irão iniciar essa semana já...
Thamy e o Guilherme, vou falar mais deles no decorrer dos dias, pois ainda há coisas a serem vistas.

Como havia dito, iremos integrar séries e filmes, na overdose, pois estes também ocupam espaço em nossos corações. E acredito que seja importante para vocês, um lugar que integre mais do que apenas livros. Faço tudo para agradá-los.

Enfim quero desejar uma Feliz Páscoa a vocês e espero que recebam livros , por que o chocolate ta caro. asjhhdadd
Essa semana volto pra contar pra vocês sobre os livros que achei na lixeira e com o Help me.
Beijos de Luz, se cuidem.


quarta-feira, 23 de março de 2016

Precisei

Precisei morrer para viver...
Precisei me perder, para encontrar tudo que era importante e necessário.
Precisei ser estranho, pra me conhecer.
Precisei parar, pra continuar.
Precisei acordar, pra sonhar.
Precisei errar, pra ver como fazer o certo.
Esqueci quem eu era, pra descobrir quem eu sou.
E se eu contar ninguém vai acreditar.


Mas e você precisa do que?
-Kells

domingo, 20 de março de 2016

A GAROTA DINAMARQUESA- DAVID EDERSHOFF


Eu realmente amei de mais esse livro, e antes que comece a ler a resenha, imagine: Se você fosse uma pessoa que já tivesse sua vida resolvida, 'pronta', mas certo dia um ato, muda tudo e faz você ver que não era assim que você queria, deveria e seria feliz, algo que faz você mudar sua forma de viver.
Einar, um pintor reconhecido, casado com Gerda também pintora, certo dia, veste um vestido, afins de ajudar a esposa, para que ela acabe um quadro.
  A seda, o vestido, a sensação dele tocando a pele, faz com que algo,seja despertado em Einar, algo que estava adormecido a muuito tempo, dentro dele. Logo depois desse fato, Einar, começa a permitir que seu lado feminino desabroche;é então que surge Lili, dali em diante Einar, passa a ser duas pessoas totalmente diferentes: Lili, a mulher doce e bela, e Einar, marido e pintor.

O livro todo conta muito sobre aceitação e fala bastante da reação das pessoas que conviviam e conheciam Einar, principalmente de Gerda, sua esposa, fala de perda, amor... Em função do amor intenso que existe entre Gerda e Einar, e ela apoiar ele, e aceitar e ajudar a ele mesmo a se aceitar, conta também a parte de perda, por que querendo ou não ela perde Einar, por se tornar Lili.

 Como já havia dito, no livro, Einar e Lili, eram totalmente diferentes, o livro, foi bem criticado, por parecer que David trata a transexualidade como segunda opção, por motivos de , quando Lili está no 'controle', não lembrar de nada da vida de Einar. Outro ponto que desagradou a muitos é de ele também tratar como se a transexualidade fosse algo que te consumisse, te fazendo deixar tudo de lado, esquecendo tudo de importante que vivera até ali incluindo suas lembranças. Pelo fato de que aos poucos, Lili, toma o controle, tomando conta completamente do corpo de Einar, fazendo com que ele não se manifeste mais, sendo adormecido, como Lili, fora outrora.

  Mesmo com esses pontos negativos, o livro é lindo, fascinante, um dos pontos que mais me fez ter interesse, foi esse da transexualidade, de ser uma história real e inclusive por se passar nos anos 20, porque hoje em dia, a transexualidade é algo polêmico, que chama atenção e bem falado atualmente, para ser aceito, mas nos anos 20, nossa devia ser um escândalo, disso tenho certeza, imagine o preconceito e a opressão que girou em volta apenas de Einar se vestir como Lili, e depois com a cirurgia em 1929, por este e outros fatos, gostei de mais do livro e se tornou um dos meus favoritos.
 Afinal, mostra muito sobre o que Einar, teve de abrir mão, para ser feliz sendo quem queria ser, tudo que ele teve de deixar de lado, para se tornar Lili, toda a coragem que teve de ter, e Gerda, sempre ajudando-o a ser quem ele era, fazer o que ele queria e o que o faria feliz e estar bem com ele mesmo. Pois o livro te mostra que ele realmente era uma mulher, Einar, tinha desejos e pensamentos de uma mulher, se sentia mal preso no corpo de um homem e isso de fato é horrível.

 Eu li na versão e-book, na verdade foi meu primeiro e-book, que li até o fim, mas vou adquirir o livro físico provavelmente, por ter gostado de mais. E acredito que vários vão gostar muito de ler, apesar de muitas partes, roupas e lugares serem com detalhes excessivos, David, sabe fazer a alternação entre o massante, enjoativo e o interessante, e é por isso que apesar de ele ser um pouco cansativo, é bom e muuito interessante de se ler, e não esqueçam que é uma história real, apesar de David, ter alterado muitos nomes e datas, para que pudessem aparecer no livro, apesar desse fato triste, o livro realmente é magnifico. 

Bom meus amores, espero que tenham gostado.
Beijos de luz.

quinta-feira, 17 de março de 2016

GUARDADOR DE SOLIDÃO- LETÍCIA OSANAI(1996)

Antes de qualquer coisa, você precisa saber que poesia não é uma das coisas que eu mais goste, já li bastante, mas não é um dos meus gêneros favoritos. Mas Lady Letícia, conseguiu me fazer amar esse livro mais do que muuuuita coisa.
 Guardador de Solidão é um livro no mínimo fascinante, a escrita é de fácil compreensão, muito bem escrito, é um daqueles livros de poesia, que qualquer página que você abra e comece a ler você irá gostar, se sensibilizar e muuito provavelmente se identificar. 
 Quando minha Dinda me deu vários livros, os quais ela não queria mais, ela me deu este junto, e confesso que quando olhei e pensei " Pow poesia, não vou gostar muito", mas o li mesmo assim e amei de cara, vocês não tem noção, o que me motivou e me deixou mais feliz é que ele foi escrito por uma Ex-aluna e Professora de Língua Portuguesa do IEE,mesma escola que acabei meu Emédio, em 2014;isso me deixou deveras feliz, pois como morava na mesma cidade, e poderia conhecer o grande Gênio, por trás desse livro ótimo, infelizmente eu ainda não tive coragem o suficiente para aparecer na casa dela, pois como ainda estou meio eufórica, é possível de eu acabar assustando ela, mas assim que eu for lá, irei contar a vocês.
 Voltando ao livro, eu realmente super recomendo, ele é um daqueles livros, que ou você vai levar para todos os lugares, e ir lendo ele pouco a pouco, ou irá deixar na sua cabeceira, por quê de fato ele não é um desses livros, que você lê , acha bom e acaba aí, ele é beem diferente, um daqueles que te faz querer saber mais. E para este fim, assim que possível trarei novidades sobre Letícia e seu escrito para vocês.
E agora acabando essa resenha, vou deixar vocês com gostinho de quero mais e irei colocar alguns poemas, dos quais mais gosto do livro, foi difícil escolher, mas depois de um longo tempo consegui, espero que gostem.



"Eu preciso
Eu preciso...
Eu preciso de ti.
Da tua alma.
Esta que gera tanta dor.
Eu preciso...
Preciso de ti.
Com toda calma.
Pra te afagar com ardor.
Eu preciso...
De ti.
Me salva!...
Eu preciso...
Do fundo da minha alma e com calma.
Do teu calor, do teu amor." 

"Dona Saudade
Hoje?
Hoje o dia foi melhor.
Ontem contive-me com a tua lembrança.
Hoje posso escutar, entoando de mansinho.
Tua palavra,
Tua boa tarde.
Ontem foram possíveis as lágrimas.
Para que desse vazão a
Minha saudade.
Hoje, porém, nasce de mansinho
Uma pontinha de alegria
Junto com o teu
Lindo boa tarde.
Com isto, aquela
Dona saudade
Vai crescendo,
Envaidecendo-se,
Por amar de verdade 
E não permitir
Dar lugar
Àquela palavra chamada
Maldade.
Esta Senhora
Que com sua frieza
E crueldade
Inspira a velha,
A velha falsidade.
Falsidade ideológica,
De matar a liberdade,
Germinando a dor,
A dor da eternidade."


"Doer
Perder
Morrer
Não ter
Doer
Viver
Derreter
Crescer 
Sofrer
Ser."


" Eternidade
Eternidade
São momentos de eterno abandono.
Tu te sentes pequenina,
Pequenina diante da grandeza do mundo.
Enjaulada na pobreza dos corações.
Corações moribundos, imundos.
Sou um nada neste mundo.
Aflita dia-a-dia vejo que profundo.
Minha alma voou para o além.
Minha alma não tem mais ninguém."


(Um dos meus favoritos):

"Amar?
Amar?
Porque nem amar podemos?
Vivo com medo.
Medo desta solidão que às vezes nos combate.
Vivemos num mundo
Onde uma das leis que a sociedade impõe 
É não amar.
Porque se tu amares
Vais ser feliz
Sem medo de combater os males
Que a sociedade quis.
Só que tem horas 
Que quando volto para esse mundo
Me dá medo de 
Amar e ser feliz!
Viver sem medo.
Viver o que eu sempre quis.
Viver em harmonia.
É isto que é ser feliz."

TODOS POEMAS, DO LIVRO GUARDADOR DE SOLIDÃO- LETÍCIA OSANAI.

Bom acho que vocês puderam notar esses poemas se variam em amor, dor e coisas da vida, como é dito em uma das críticas que constam no livro " Na solidão da noite nascem os mais belos poemas de amo."
Nossa guardadora da solidão retrata o amor e dar de várias formas, em vários poemas, por este e outros tantos motivos, esse livros, deve ser lido e relido milhares de vezes, por todos que o possuem, e os que ainda não tem, adquiram, irá valer a pena, se até eu que não gostava de poesia, não vivo mais sem este livro, imagine quem gosta...

segunda-feira, 14 de março de 2016

Pai contra Mãe(completo) - Machado de Assis

A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado. Há meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando. Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente”, — ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoitasse. Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem. Cândido Neves, — em família, Candinho, — é a pessoa a quem se liga a história de uma fuga, cedeu à pobreza, quando adquiriu o ofício de pegar escravos fugidos. Tinha um defeito grave esse homem, não agüentava emprego nem ofício, carecia de estabilidade; é o que ele chamava caiporismo. Começou por querer aprender tipografia, mas viu cedo que era preciso algum tempo para compor bem, e ainda assim talvez não ganhasse o bastante; foi o que ele disse a si mesmo. O comércio chamou-lhe a atenção, era carreira boa. Com algum esforço entrou de caixeiro para um armarinho. A obrigação, porém, de atender e servir a todos feria-o na corda do orgulho, e ao cabo de cinco ou seis semanas estava na rua por sua vontade. Fiel de cartório, contínuo de uma repartição anexa ao Ministério do Império, carteiro e outros empregos foram deixados pouco depois de obtidos. Quando veio a paixão da moça Clara, não tinha ele mais que dívidas, ainda que poucas, porque morava com um primo, entalhador de ofício. Depois de várias tentativas para obter emprego, resolveu adotar o ofício do primo, de que aliás já tomara algumas lições. Não lhe custou apanhar outras, mas, querendo aprender depressa, aprendeu mal. Não fazia obras finas nem complicadas, apenas garras para sofás e relevos comuns para cadeiras. Queria ter em que trabalhar quando casasse, e o casamento não se demorou muito. Contava trinta anos. Clara vinte e dois. Ela era órfã, morava com uma tia, Mônica, e cosia com ela. Não cosia tanto que não namorasse o seu pouco, mas os namorados apenas queriam matar o tempo; não tinham outro empenho. Passavam às tardes, olhavam muito para ela, ela para eles, até que a noite a fazia recolher para a costura. O que ela notava é que nenhum deles lhe deixava saudades nem lhe acendia desejos. Talvez nem soubesse o nome de muitos. Queria casar, naturalmente. Era, como lhe dizia a tia, um pescar de caniço, a ver se o peixe pegava, mas o peixe passava de longe; algum que parasse, era só para andar à roda da isca, mirá-la, cheirá-la, deixá-la e ir a outras. O amor traz sobrescritos. Quando a moça viu Cândido Neves, sentiu que era este o possível marido, o marido verdadeiro e único. O encontro deu-se em um baile; tal foi — para lembrar o primeiro ofício do namorado, — tal foi a página inicial daquele livro, que tinha de sair mal composto e pior brochado. O casamento fez-se onze meses depois, e foi a mais bela festa das relações dos noivos. Amigas de Clara, menos por amizade que por inveja, tentaram arredá-la do passo que ia dar. Não negavam a gentileza do noivo, nem o amor que lhe tinha, nem ainda algumas virtudes; diziam que era dado em demasia a patuscadas. — Pois ainda bem, replicava a noiva; ao menos, não caso com defunto. — Não, defunto não; mas é que... Não diziam o que era. Tia Mônica, depois do casamento, na casa pobre onde eles se foram abrigar, falou-lhes uma vez nos filhos possíveis. Eles queriam um, um só, embora viesse agravar a necessidade. — Vocês, se tiverem um filho, morrem de fome, disse a tia à sobrinha. — Nossa Senhora nos dará de comer, acudiu Clara. Tia Mônica devia ter-lhes feito a advertência, ou ameaça, quando ele lhe foi pedir a mão da moça; mas também ela era amiga de patuscadas, e o casamento seria uma festa, como foi. A alegria era comum aos três. O casal ria a propósito de tudo. Os mesmos nomes eram objeto de trocados, Clara, Neves, Cândido; não davam que comer, mas davam que rir, e o riso digeria-se sem esforço. Ela cosia agora mais, ele saía a empreitadas de uma coisa e outra; não tinha emprego certo. Nem por isso abriam mão do filho. O filho é que, não sabendo daquele desejo específico, deixava-se estar escondido na eternidade. Um dia, porém, deu sinal de si a criança; varão ou fêmea, era o fruto abençoado que viria trazer ao casal a suspirada ventura. Tia Mônica ficou desorientada, Cândido e Clara riram dos seus sustos. — Deus nos há de ajudar, titia, insistia a futura mãe. A notícia correu de vizinha a vizinha. Não houve mais que espreitar a aurora do dia grande. A esposa trabalhava agora com mais vontade, e assim era preciso, uma vez que, além das costuras pagas, tinha de ir fazendo com retalhos o enxoval da criança. À força de pensar nela, vivia já com ela, media-lhe fraldas, cosia-lhe camisas. A porção era escassa, os intervalos longos. Tia Mônica ajudava, é certo, ainda que de má vontade. — Vocês verão a triste vida, suspirava ela. — Mas as outras crianças não nascem também? perguntou Clara. — Nascem, e acham sempre alguma coisa certa que comer, ainda que pouco... — Certa como? — Certa, um emprego, um ofício, uma ocupação, mas em que é que o pai dessa infeliz criatura que aí vem gasta o tempo? Cândido Neves, logo que soube daquela advertência, foi ter com a tia, não áspero, mas muito menos manso que de costume, e lhe perguntou se já algum dia deixara de comer. — A senhora ainda não jejuou senão pela semana santa, e isso mesmo quando não quer jantar comigo. Nunca deixamos de ter o nosso bacalhau... — Bem sei, mas somos três. — Seremos quatro. — Não é a mesma coisa. — Que quer então que eu faça, além do que faço? — Alguma coisa mais certa. Veja o marceneiro da esquina, o homem do armarinho, o tipógrafo que casou sábado, todos têm um emprego certo... Não fique zangado; não digo que você seja vadio, mas a ocupação que escolheu é vaga. Você passa semanas sem vintém. — Sim, mas lá vem uma noite que compensa tudo, até de sobra. Deus não me abandona, e preto fugido sabe que comigo não brinca; quase nenhum resiste, muitos entregam-se logo. Tinha glória nisto, falava da esperança como de capital seguro. Daí a pouco ria, e fazia rir à tia, que era naturalmente alegre, e previa uma patuscada no batizado. Cândido Neves perdera já o ofício de entalhador, como abrira mão de outros muitos, melhores ou piores. Pegar escravos fugidos trouxe-lhe um encanto novo. Não obrigava a estar longas horas sentado. Só exigia força, olho vivo, paciência, coragem e um pedaço de corda. Cândido Neves lia os anúncios, copiava-os, metia-os no bolso e saía às pesquisas. Tinha boa memória. Fixados os sinais e os costumes de um escravo fugido, gastava pouco tempo em achá-lo, segurá-lo, amarrá-lo e levá-lo. A força era muita, a agilidade também. Mais de uma vez, a uma esquina, conversando de coisas remotas, via passar um escravo como os outros, e descobria logo que ia fugido, quem era, o nome, o dono, a casa deste e a gratificação; interrompia a conversa e ia atrás do vicioso. Não o apanhava logo, espreitava lugar azado, e de um salto tinha a gratificação nas mãos. Nem sempre saía sem sangue, as unhas e os dentes do outro trabalhavam, mas geralmente ele os vencia sem o menor arranhão. Um dia os lucros entraram a escassear. Os escravos fugidos não vinham já, como dantes, meter-se nas mãos de Cândido Neves. Havia mãos novas e hábeis. Como o negócio crescesse, mais de um desempregado pegou em si e numa corda, foi aos jornais, copiou anúncios e deitou-se à caçada. No próprio bairro havia mais de um competidor. Quer dizer que as dívidas de Cândido Neves começaram de subir, sem aqueles pagamentos prontos ou quase prontos dos primeiros tempos. A vida fez-se difícil e dura. Comia-se fiado e mal; comia-se tarde. O senhorio mandava pelo aluguéis. Clara não tinha sequer tempo de remendar a roupa ao marido, tanta era a necessidade de coser para fora. Tia Mônica ajudava a sobrinha, naturalmente. Quando ele chegava à tarde, via-se-lhe pela cara que não trazia vintém. Jantava e saía outra vez, à cata de algum fugido. Já lhe sucedia, ainda que raro, enganar-se de pessoa, e pegar em escravo fiel que ia a serviço de seu senhor; tal era a cegueira da necessidade. Certa vez capturou um preto livre; desfez-se em desculpas, mas recebeu grande soma de murros que lhe deram os parentes do homem. — É o que lhe faltava! exclamou a tia Mônica, ao vê-lo entrar, e depois de ouvir narrar o equívoco e suas conseqüências. Deixe-se disso, Candinho; procure outra vida, outro emprego. Cândido quisera efetivamente fazer outra coisa, não pela razão do conselho, mas por simples gosto de trocar de ofício; seria um modo de mudar de pele ou de pessoa. O pior é que não achava à mão negócio que aprendesse depressa. A natureza ia andando, o feto crescia, até fazer-se pesado à mãe, antes de nascer. Chegou o oitavo mês, mês de angústias e necessidades, menos ainda que o nono, cuja narração dispenso também. Melhor é dizer somente os seus efeitos. Não podiam ser mais amargos. — Não, tia Mônica! bradou Candinho, recusando um conselho que me custa escrever, quanto mais ao pai ouvi-lo. Isso nunca! Foi na última semana do derradeiro mês que a tia Mônica deu ao casal o conselho de levar a criança que nascesse à Roda dos enjeitados. Em verdade, não podia haver palavra mais dura de tolerar a dois jovens pais que espreitavam a criança, para beijá-la, guardá-la, vê-la rir, crescer, engordar, pular... Enjeitar quê? enjeitar como? Candinho arregalou os olhos para a tia, e acabou dando um murro na mesa de jantar. A mesa, que era velha e desconjuntada, esteve quase a se desfazer inteiramente. Clara interveio. — Titia não fala por mal, Candinho. — Por mal? replicou tia Mônica. Por mal ou por bem, seja o que for, digo que é o melhor que vocês podem fazer. Vocês devem tudo; a carne e o feijão vão faltando. Se não aparecer algum dinheiro, como é que a família há de aumentar? E depois, há tempo; mais tarde, quando o senhor tiver a vida mais segura, os filhos que vierem serão recebidos com o mesmo cuidado que este ou maior. Este será bem criado, sem lhe faltar nada. Pois então a Roda é alguma praia ou monturo? Lá não se mata ninguém, ninguém morre à toa, enquanto que aqui é certo morrer, se viver à míngua. Enfim... Tia Mônica terminou a frase com um gesto de ombros, deu as costas e foi meterse na alcova. Tinha já insinuado aquela solução, mas era a primeira vez que o fazia com tal franqueza e calor, — crueldade, se preferes. Clara estendeu a mão ao marido, como a amparar-lhe o ânimo; Cândido Neves fez uma careta, e chamou maluca à tia, em voz baixa. A ternura dos dois foi interrompida por alguém que batia à porta da rua. — Quem é? perguntou o marido. — Sou eu. Era o dono da casa, credor de três meses de aluguel, que vinha em pessoa ameaçar o inquilino. Este quis que ele entrasse. — Não é preciso... — Faça favor. O credor entrou e recusou sentar-se; deitou os olhos à mobília para ver se daria algo à penhora; achou que pouco. Vinha receber os aluguéis vencidos, não podia esperar mais; se dentro de cinco dias não fosse pago, pô-lo-ia na rua. Não havia trabalhado para regalo dos outros. Ao vê-lo, ninguém diria que era proprietário; mas a palavra supria o que faltava ao gesto, e o pobre Cândido Neves preferiu calar a retorquir. Fez uma inclinação de promessa e súplica ao mesmo tempo. O dono da casa não cedeu mais. — Cinco dias ou rua! repetiu, metendo a mão no ferrolho da porta e saindo. Candinho saiu por outro lado. Nesses lances não chegava nunca ao desespero, contava com algum empréstimo, não sabia como nem onde, mas contava. Demais, recorreu aos anúncios. Achou vários, alguns já velhos, mas em vão os buscava desde muito. Gastou algumas horas sem proveito, e tornou para casa. Ao fim de quatro dias, não achou recursos; lançou mão de empenhos, foi a pessoas amigas do proprietário, não alcançando mais que a ordem de mudança. A situação era aguda. Não achavam casa, nem contavam com pessoa que lhes emprestasse alguma; era ir para a rua. Não contavam com a tia. Tia Mônica teve arte de alcançar aposento para os três em casa de uma senhora velha e rica, que lhe prometeu emprestar os quartos baixos da casa, ao fundo da cocheira, para os lados de um pátio. Teve ainda a arte maior de não dizer nada aos dois, para que Cândido Neves, no desespero da crise, começasse por enjeitar o filho e acabasse alcançando algum meio seguro e regular de obter dinheiro; emendar a vida, em suma. Ouvia as queixas de Clara, sem as repetir, é certo, mas sem as consolar. No dia em que fossem obrigados a deixar a casa, fá-los-ia espantar com a notícia do obséquio e iriam dormir melhor do que cuidassem. Assim sucedeu. Postos fora da casa, passaram ao aposento de favor, e dois dias depois nasceu a criança. A alegria do pai foi enorme, e a tristeza também. Tia Mônica insistiu em dar a criança à Roda. “Se você não a quer levar, deixe isso comigo; eu vou à Rua dos Barbonos.” Cândido Neves pediu que não, que esperasse, que ele mesmo a levaria. Notai que era um menino, e que ambos os pais desejavam justamente este sexo. Mal lhe deram algum leite; mas, como chovesse à noite, assentou o pai levá-lo à Roda na noite seguinte. Naquela reviu todas as suas notas de escravos fugidos. As gratificações pela maior parte eram promessas; algumas traziam a soma escrita e escassa. Uma, porém, subia a cem mil-réis. Tratava-se de uma mulata; vinham indicações de gesto e de vestido. Cândido Neves andara a pesquisá-la sem melhor fortuna, e abrira mão do negócio; imaginou que algum amante da escrava a houvesse recolhido. Agora, porém, a vista nova da quantia e a necessidade dela animaram Cândido Neves a fazer um grande esforço derradeiro. Saiu de manhã a ver e indagar pela Rua e Largo da Carioca, Rua do Parto e da Ajuda, onde ela parecia andar, segundo o anúncio. Não a achou; apenas um farmacêutico da Rua da Ajuda se lembrava de ter vendido uma onça de qualquer droga, três dias antes, à pessoa que tinha os sinais indicados. Cândido Neves parecia falar como dono da escrava, e agradeceu cortesmente a notícia. Não foi mais feliz com outros fugidos de gratificação incerta ou barata. Voltou para a triste casa que lhe haviam emprestado. Tia Mônica arranjara de si mesma a dieta para a recente mãe, e tinha já o menino para ser levado à Roda. O pai, não obstante o acordo feito, mal pôde esconder a dor do espetáculo. Não quis comer o que tia Mônica lhe guardara; não tinha fome, disse, e era verdade. Cogitou mil modos de ficar com o filho; nenhum prestava. Não podia esquecer o próprio albergue em que vivia. Consultou a mulher, que se mostrou resignada. Tia Mônica pintara-lhe a criação do menino; seria maior a miséria, podendo suceder que o filho achasse a morte sem recurso. Cândido Neves foi obrigado a cumprir a promessa; pediu à mulher que desse ao filho o resto do leite que ele beberia da mãe. Assim se fez; o pequeno adormeceu, o pai pegou dele, e saiu na direção da Rua dos Barbonos. Que pensasse mais de uma vez em voltar para casa com ele, é certo; não menos certo é que o agasalhava muito, que o beijava, que lhe cobria o rosto para preservá-lo do sereno. Ao entrar na Rua da Guarda Velha, Cândido Neves começou a afrouxar o passo. — Hei de entregá-lo o mais tarde que puder, murmurou ele. Mas não sendo a rua infinita ou sequer longa, viria a acabá-la; foi então que lhe ocorreu entrar por um dos becos que ligavam aquela à Rua da Ajuda. Chegou ao fim do beco e, indo a dobrar à direita, na direção do Largo da Ajuda, viu do lado oposto um vulto de mulher; era a mulata fugida. Não dou aqui a comoção de Cândido Neves por não podê-lo fazer com a intensidade real. Um adjetivo basta; digamos enorme. Descendo a mulher, desceu ele também; a poucos passos estava a farmácia onde obtivera a informação, que referi acima. Entrou, achou o farmacêutico, pediu-lhe a fineza de guardar a criança por um instante; viria buscá-la sem falta. — Mas... Cândido Neves não lhe deu tempo de dizer nada; saiu rápido, atravessou a rua, até ao ponto em que pudesse pegar a mulher sem dar alarma. No extremo da rua, quando ela ia a descer a de S. José, Cândido Neves aproximou-se dela. Era a mesma, era a mulata fujona. — Arminda! bradou, conforme a nomeava o anúncio. Arminda voltou-se sem cuidar malícia. Foi só quando ele, tendo tirado o pedaço de corda da algibeira, pegou dos braços da escrava, que ela compreendeu e quis fugir. Era já impossível. Cândido Neves, com as mãos robustas, atava-lhe os pulsos e dizia que andasse. A escrava quis gritar, parece que chegou a soltar alguma voz mais alta que de costume, mas entendeu logo que ninguém viria libertá-la, ao contrário. Pediu então que a soltasse pelo amor de Deus. — Estou grávida, meu senhor! exclamou. Se Vossa Senhoria tem algum filho, peço-lhe por amor dele que me solte; eu serei tua escrava, vou servi-lo pelo tempo que quiser. Me solte, meu senhor moço! — Siga! repetiu Cândido Neves. — Me solte! — Não quero demoras; siga! Houve aqui luta, porque a escrava, gemendo, arrastava-se a si e ao filho. Quem passava ou estava à porta de uma loja, compreendia o que era e naturalmente não acudia. Arminda ia alegando que o senhor era muito mau, e provavelmente a castigaria com açoites, — coisa que, no estado em que ela estava, seria pior de sentir. Com certeza, ele lhe mandaria dar açoites. — Você é que tem culpa. Quem lhe manda fazer filhos e fugir depois? perguntou Cândido Neves. Não estava em maré de riso, por causa do filho que lá ficara na farmácia, à espera dele. Também é certo que não costumava dizer grandes coisas. Foi arrastando a escrava pela Rua dos Ourives, em direção à da Alfândega, onde residia o senhor. Na esquina desta a luta cresceu; a escrava pôs os pés à parede, recuou com grande esforço, inutilmente. O que alcançou foi, apesar de ser a casa próxima, gastar mais tempo em lá chegar do que devera. Chegou, enfim, arrastada, desesperada, arquejando. Ainda ali ajoelhou-se, mas em vão. O senhor estava em casa, acudiu ao chamado e ao rumor. — Aqui está a fujona, disse Cândido Neves. — É ela mesma. — Meu senhor! — Anda, entra... Arminda caiu no corredor. Ali mesmo o senhor da escrava abriu a carteira e tirou os cem mil-réis de gratificação. Cândido Neves guardou as duas notas de cinqüenta mil-réis, enquanto o senhor novamente dizia à escrava que entrasse. No chão, onde jazia, levada do medo e da dor, e após algum tempo de luta a escrava abortou. O fruto de algum tempo entrou sem vida neste mundo, entre os gemidos da mãe e os gestos de desespero do dono. Cândido Neves viu todo esse espetáculo. Não sabia que horas eram. Quaisquer que fossem, urgia correr à Rua da Ajuda, e foi o que ele fez sem querer conhecer as conseqüências do desastre. Quando lá chegou, viu o farmacêutico sozinho, sem o filho que lhe entregara. Quis esganá-lo. Felizmente, o farmacêutico explicou tudo a tempo; o menino estava lá dentro com a família, e ambos entraram. O pai recebeu o filho com a mesma fúria com que pegara a escrava fujona de há pouco, fúria diversa, naturalmente, fúria de amor. Agradeceu depressa e mal, e saiu às carreiras, não para a Roda dos enjeitados, mas para a casa de empréstimo com o filho e os cem mil-réis de gratificação. Tia Mônica, ouvida a explicação, perdoou a volta do pequeno, uma vez que trazia os cem mil-réis. Disse, é verdade, algumas palavras duras contra a escrava, por causa do aborto, além da fuga. Cândido Neves, beijando o filho, entre lágrimas, verdadeiras, abençoava a fuga e não se lhe dava do aborto. — Nem todas as crianças vingam, bateu-lhe o coração.

Ser leitor

Agora eu vou ler, só mais um parágrafo... uma página, tudo bem um capítulo; uns são viciados em álcool, outros em cigarros e tem aqueles que se viciam em ler, na minha opinião um dos melhores vícios.
Ler... te proporciona viagens incríveis, aventuras inexplicáveis, magias sem fim, viver mil vidas, amar pessoas novas e totalmente diferentes, ir a lugares que você jamais imaginou.Ler te faz ter emoções, rir e chorar, sonhar e querer realizar, ler... Te faz querer um mundo melhor, te faz ter coragem de tentar fazê-lo melhor.
 Ser leitor é algo que você escolhe e isso de fato é uma das suas melhores escolhas. Todos leitores são curiosos, não há um que diga que após acabar um livro, nunca pensou no "depois", todos pensamos no depois, sempre queremos mais, sempre em busca de novos reinos, mundos, pessoas, humanoides, lugares mágicos, futuristas, realidade, sonhos,conselhos, aprendizado, conhecimento...
Vivemos, para tentar achar aquilo que nos falta, lemos para tentar fugir daquilo que nos sufoca...
Eu poderia fazer um texto gigante, mas vou deixar vocês dizerem e pensarem "no que vem depois?".

terça-feira, 1 de março de 2016

O QUE HÁ DE ESTRANHO EM MIM - GAYLE FORMAN

"Era uma viagem até o Grand Canyon, uma viagem que eu nem queria fazer. Eu deveria ter desconfiado, quando papai colocou apenas minhas malas no carro, dizendo que a monstra e o Billy irão de avião,mas eu estava cega. Como ele teve coragem de me largar nesse lugar..."
Todo jovem tem seus momentos de rebeldia, de certa forma " perder a mãe" esquizofrênica" , acho que esse é um bom termo, ter uma madrasta cruel , que te odeia, e um novo irmãozinho,  tudo em menos de um ano, acho que isso realmente mexe com a cabeça de uma pessoa, independente da idade. Mas em um adolescente, isso faz com que sua cabeça pire.
 Brit, uma menina que pinta os cabelos, tem apenas duas tatuagens, toca guitarra numa banda, passa por tudo isso e muito mais, mas ela jamais esperava que seu pai a mandasse para Red Rock, por ela estar sendo rude, estúpida, estar agressiva, intolerante quando o assunto é falar sobre sua mãe e por chegar tarde toda noite. Segundo ele talvez ela precisasse ser "concertada", mas Brit acredita que ele tenha medo de que ela enlouqueça como sua mãe.
Na Red Rock, uma escola/ reformatório, tudo é totalmente estranho e os tratamento são completamente fraudulentos, um lugar que usa agredir verbalmente outras internas e que sempre as querem vê-las chorando, onde quem dedura sobre de nível e expostas a trabalhos forçados, é um lugar terrível, mas o pai de Brit assim como outros nem imaginam o que se passa dentro da escola.
Logo que Brit chega vira alvo de xingamentos nas sessões em grupo, todas as  meninas xingando ela, para tentar fazê-la choras, " mas não darei esse gostinho a Dr. Clayton e ao Xerife". Com o tempo a Red Rock, ela se junta com V, Bebe, Martha, e Classie. e elas se tornam oásis uma das outras.

Eu realmente me identifiquei extremamente com o livro, não pela parte da madrasta e tal, mas pela parte de ser chamada de rebelde pelo cabelo e tatuagem, dizerem que isso é fase e que estou sendo rebelde sem causa, isso de fato é perturbador, e ser um adolescente irritado, velho TODO ADOLESCENTE TEM MOMENTOS DE RAIVA, isso é completamente, mas como sempre os adultos/ pais acham isso totalmente anormal, como se eles nunca tivessem sido adolescentes. Eu de fato sou uma pessoal complicada até hoje, então sei como é. ahahhaha

Eu realmente gostei do livro, por mostrar bastante o lado da incompreensão e de as vezes os pais tentando ajudar, acabam proporcionando uma situação pior ainda e piorando as coisas. O livro é pequeno e tem capítulos curtos, o que torna o livro uma leitura rápida e ele também tem uma escrita be fácil de compreender, então super recomendo.

Vou deixar a sinopse pra vocês, afinal minha resenha teve mais minha visão sobre o livro....

Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acreita que está ajudando a menina, mas na verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso médoto de  terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.
Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fca sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na  resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie, se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.
Juntas as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não  têm nada de desajustadas e dar um fim ao suplício de viver  numa instituição que as enlouquece.

Bom meus loves, espero que gostem e se inspirem para ler. <3